terça-feira, 8 de março de 2011

A IMPORTÂNCIA DAS NOSSAS DECISÕES


*por Michel da Silva


Tenho alguns amigos, que por apego a frase, chegaram a tatuar no corpo: “a escolha é a renúncia de algo”.

A frase de fato é marcante.

Os brasileiros compareceram as urnas em outubro do ano passado para escolher um novo Presidente da República, um Governador de Estado, dois Senadores, um Deputado Federal e outro Estadual e elegeram seis importantes representantes para compor o Poder Executivo, encarregado da administração e do cumprimento das leis, e o Poder Legislativo, criador de leis e fiscal do povo.

O Brasil vive um momento historicamente importante, particularmente na economia mundial e conta com uma posição de liderança crescente na diplomacia e nas relações internacionais.

O momento até parece mágico se levarmos em conta que o Brasil será o responsável pela organização dos dois maiores eventos da era contemporânea, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Como se vê, o Brasil ingressa no século XXI como destaque.

Contudo, toda essa magia quase desaparece quando observamos uma série de problemas sociais, no campo ou nos grandes centros, que perduram há muito tempo sem respostas efetivas dos nossos governantes: falta de moradia, problemas crônicos no transporte, na saúde e na educação, corrupção política, violência entre outros.

Durante as campanhas eleitorais, os candidatos fazem de tudo para chamar a atenção e não pouparam esforços em “jogar areia nos olhos” da população, com santinhos, e-mail’s, frases de efeito, jingles etc. É um verdadeiro “bombardeio” de mídia que iludiu muitos eleitores e mascararam vários candidatos desonestos e corruptos.

Mais um ano começa com “o fim do carnaval” e faço a primeira pergunta será que o povo brasileiro acertou em sua decisão política de outubro passado?

Os analistas de plantão vão dizer que é muito cedo para se discutir alguma coisa, contudo, quem acompanhou a votação do salário mínimo em fevereiro passado deve ter percebido que nobres deputados/senadores votaram “com o governo”! é a da povo?

Será que a vontade do governo corresponde os anseios do povo?

Não podemos esquecer que estamos falando do mesmo Governo que leva quase a metade da nossa renda e vive reclamando de falta de dinheiro e agora pretende nos bastidores reavivar o fantasma da CPMF.

Até a oposição afrouxou com exceção de um parlamentar ou outro que lembrou que os R$ 545,00 do mínimo devem em respeito a Constituição Federal (art.7º, inciso IV), ser capaz de atender as necessidades vitais básicas de uma família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social...

O “mínimo ideal” de acordo com o renomado instituto DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) deveria ser de R$ 2047,58.

É um valor razoável, contudo, de acordo com os analistas impossível.

Será? Será que o nosso dinheiro (quase a metade da nossa renda) é bem gasto? Será que o salário não poderia ser maior, se por caso o Estado gastasse melhor e atendesse as nossas expectativas com relação a saúde, educação e segurança?

Pela manhã costumo ouvir os jornalistas das rádios afirmarem que o Brasil de acordo com analistas X, Y e Z caminha para ser a 5º potência e me pergunto, do que? comparada ao que?

Será que esses analistas conhecem o Brasil? Ou conhecem só a Paulista e/ou Brasília com suas avenidas largas e planas?

Tudo isso, para colocar a perguntar no ar e debater, será que fizemos a escolha certa? O que renunciamos? E para onde vamos?

Fica o debate.

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